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Gops, Goofspiel e mãos iguais
Gops abrevia Game of Pure Strategy; Goofspiel e Goofenspiel são outros nomes desta família de leilões. Ambas as pessoas começam com os mesmos valores de licitação, sem vantagem na mão recebida. O jogo aparece na literatura de teoria dos jogos de meados do século passado, mas não tem inventor exato estabelecido. O nome não significa decisões visíveis nem ausência total de acaso: as ofertas são secretas e a ordem dos prémios baralhados é desconhecida. Usamos ases baixos e prémios acumulados após empate. Jogos comerciais inspirados nesta mecânica podem acrescentar outros prémios e critérios de empate.
02 /
Separar os naipes
Para 2 pessoas usem um baralho normal de 52 cartas sem jokers. Entreguem os 13 paus a A e as 13 espadas a B. Baralhem os 13 ouros tapados como monte de prémios; ponham de lado as 13 copas. Participam apenas 39 cartas. Cada pessoa tem todos os valores de oferta de A a K. Não baralhem estas mãos nem distribuam misturas aleatórias. Antes da primeira oferta, exponham o ouro superior, deixando 12 prémios tapados. Separem espaços para ofertas gastas, prémios ganhos e prémios empatados. Não é preciso dador nem primeiro licitante: as escolhas são simultâneas.
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Uma oferta simultânea
A é a oferta mais baixa, seguindo-se 2–10, depois J, Q e K. Cada pessoa escolhe secretamente uma carta ainda na mão, coloca-a tapada e espera. Revelem juntas depois de ambas as escolhas estarem fixadas. O maior valor ganha todos os ouros em disputa. As cartas de oferta gastam-se, ganhem ou percam; nunca regressam à mão nem dão pontos. Exponham o ouro seguinte e repitam. Não há compras, obrigação de assistir ao naipe nem segunda carta para salvar uma oferta perdida. Deixar as ofertas gastas visíveis permite verificar os valores restantes.
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Acumulação e empate final
Com valores iguais, gastam-se ambas as ofertas mas o prémio fica por atribuir. Juntem o ouro seguinte: a próxima oferta vencedora ganha todo o conjunto, não apenas a carta nova. Empates repetidos acumulam prémios, mas continua a gastar-se uma carta por oferta. Se a última oferta empatar, ninguém ganha o conjunto restante; retirem esses ouros sem pontos. Neste perfil não há ofertas adicionais nem divisão do conjunto. Uma alternativa comum elimina logo o prémio empatado. Isso muda as oportunidades de pontuar e deve combinar-se antes de jogar, não depois de ver o empate.
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Contar prémios, não ofertas
Joguem 13 ofertas, esgotando ambas as mãos e o monte de prémios. Contem os ouros ganhos: A = 1, 2–10 = valor facial, J = 11, Q = 12, K = 13. O conjunto completo vale 91. Ganha a maior soma; somas iguais empatam. Como podem sobrar prémios finais sem dono, não é preciso chegar a 46 para ganhar e podem existir totais iguais apesar da soma ímpar. Por exemplo, com 5 pontos não atribuídos, 43–43 é empate. Numa sessão mais longa, combinem somar 3 jogos novos; vence o maior total acumulado, partilhando o resultado em caso de igualdade.
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Um empate aumenta o próximo prémio
O primeiro prémio é 8♦. A oferece 9♣ e B oferece 9♠: empate. Gastam-se ambos os noves e 8♦ fica no centro. Revela-se 5♦. A escolhe 7♣ e B escolhe J♠; o valete ganha ambos os ouros por 8 + 5 = 13 pontos. J♠ também se gasta: o seu valor de oferta não acrescenta 11 pontos. Por isso é errado avaliar só o ouro novo. Acompanhe todo o conjunto e os valores restantes do adversário, mas evite regras previsíveis como oferecer sempre o valor exato do prémio; escolhas iguais e previsíveis podem empatar todas as rondas.
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Perguntas frequentes
As ofertas dão pontos?+
Não. Só os ouros ganhos pontuam. Ambas as ofertas gastam-se após cada revelação.
E se as últimas ofertas empatam?+
Neste perfil o conjunto restante fica sem dono e não há ronda adicional de ofertas.
A ordem dos prémios é pública?+
Não. Revele o prémio seguinte depois de resolver a oferta anterior. Podem deduzir os valores restantes, não a ordem.